AÇÕES AFIRMATIVAS: UM ESTUDO NO CAMPUS CENTRAL DO IFRN

Genival Jardel Trajano Teixeira, Richeliel Albert Rodrigues Silva

Resumo


O presente estudo é resultado de um levantamento sobre a política de cotas sociais e raciais entre os discentes do Campus Central do IFRN (Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte), no município de Natal, RN. No estudo foram entrevistados 66 alunos, com auxílio do Google Forms, no período entre novembro/2016 e janeiro/2017. Abordaram-se os pontos de vista dos discentes pertencentes e não pertencente deste sistema, que trata a Lei nº 12.711/2012. A maior faixa etária de idade predominou entre 15 e 20 anos (51,5%). Dos entrevistados, 56,41% não eram cotistas, enquanto 43,9% fazem parte do sistema, 81,8% são favoráveis às cotas, no entanto, 18,2% são totalmente contra. 40,9% afirmaram que talvez as cotas sejam a porta para o preconceito. Além disso, 71,2% dos entrevistados consideram que as cotas contribuem para a formação dos alunos beneficiados. 54,6% consideram que as cotas sociais destinadas aos alunos da rede pública é a mais importante. Adicionalmente, 59,1% acreditam que os alunos da rede federal de ensino são mais preparados para ingressar no ensino superior que os oriundos das redes municipal e estadual. O levantamento sobre as cotas sociais foi de suma importância, pois diagnosticou as opiniões dos discentes beneficiados ou não em relação à Lei nº 12.711/2012. 


Texto completo:

PDF

Referências


AKKARI, Abdeljalil J. Desigualdades educativas estruturais no Brasil: entre estado, privatização e descentralização. Educação & Sociedade, v. 22, n. 74, p. 163-189, 2001.

BARBOSA, A. L. Condições de ensino vs. discursos discentes em Institutos Federais do Nordeste do Brasil. Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte – IFRN, v. 16, n. 1, 2011.

BAPTISTA, G. H. A. V.; BAPTISTA, R. G. V. Sistema de cotas. SynThesis Revista Digital FAPAM, v. 6, n. 6, p. 142-149, 2015.

BRANDÃO, C. F. As cotas na universidade pública brasileira: será esse o caminho? Editora Autores Associados, 2005. 128 p.

CARDOSO, F. M. M.; COSTA, C. S. L. Ações afirmativas: uma investigação de preponderância e adequação das cotas raciais e cotas sociais. ln: Seminário Nacional Demandas Sociais e Políticas Públicas na Sociedade Contemporânea, 2016. Anais... 2016.

CORBUCCI, Paulo Roberto et al. Situação educacional dos jovens brasileiros. CASTRO, JA, AQUINO, LMC, ANDRADE, CC (Orgs.), p. 91-108, 2009.

IFRN. A Lei de Cotas no IFRN. 2012. Disponível em: . Acesso em: 16 nov. 2017.

GOMES, J. B. B.; SILVA, F. D. L. L. As ações afirmativas e os processos de promoção da igualdade efetiva. Cadernos do CEJ, v. 24, p. 86-123, 2001.

MOEHLECKE, S. Ação afirmativa: história e debates no Brasil. Cadernos de pesquisa, v. 117, n. 11, p. 197-217, 2002.

MUNANGA, K. Políticas de ação afirmativa em benefício da população negra no Brasil: um ponto de vista em defesa de cotas. Sociedade e cultura, v. 4, n. 2, p. 31-43, 2001.

OLIVEN, A. C. Ações afirmativas, relações raciais e política de cotas nas universidades: Uma comparação entre os Estados Unidos e o Brasil. Educação, v. 30, n. 61, p. 29-51, 2007.

PINHEIRO, L. S. L. O Dispositivo de Enunciação da Primeira Universidade com Sistema de Cotas do Nordeste: Análise Semiodiscursiva da Comunicação Organizacional da UNEB. ln: XXXIX Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação, 2016. Anais... 2016.

RISTOFF, D. O novo perfil do campus brasileiro: uma análise do perfil socioeconômico do estudante de graduação. Avaliação: Revista da Avaliação da Educação Superior, v. 19, n. 3, 2014.

SANTOS, A. P. Itinerário das ações afirmativas no ensino superior público brasileiro: dos ecos de Durban à Lei das Cotas. Revista de Ciências Humanas, v. 12, n. 2, p. 289-317, 2012.

SANTOS, S. A. S.; CAVALLEIRO, E.; BARBOSA, M. I. S. et al. Ações Afirmativas: polêmicas e possibilidades sobre igualdade racial e o papel do estado. Revista Estudos Feministas, v. 16, n.3, p. 913-929, 2008.

SILVA, P. B. Normas sociais e preconceito: o impacto da meritocracia e da igualdade no preconceito contra os cotistas em duas universidades públicas. 2007. Dissertação (Mestrado em Psicologia) - Faculdade de Psicologia, Universidade Federal da Bahia. Bahia, 2007.

SOUZA, E.; BARDAGI, M. P.; NUNES, C. H. S. S. Ações afirmativas nas universidades federais brasileiras: um estudo inicial. Avaliação Psicológica, v. 12, n. 2, 2013.

VALENTIM, D. F. D. A experiência das ações afirmativas na UERJ: problematizando a questão do mérito. ln: XIII ENDIPE, 2006. Anais... 2006.

VASCONCELOS, C. S. Coordenação do trabalho pedagógico: do projeto políticopedagógico ao cotidiano da sala de aula. 7ª ed. São Paulo: Editora Libertad, 2004. 39 p.

VELLOSO, J. Cotistas e não-cotistas: rendimento de alunos da Universidade de Brasília. Cadernos de Pesquisa, v. 39, n. 137, p. 621-644, 2009.


Apontamentos

  • Não há apontamentos.


Licença Creative Commons
Este obra está licenciado com uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial 4.0 Internacional.

Revista Anthesis

Universidade Federal do Acre - Campus Universitário de Cruzeiro do Sul 
Centro de Educação e Letras

Estrada do Canela Fina, Km 12, Gleba Formoso – Cruzeiro do Sul – AC. CEP: 69980-000

Contato: cel.ufac@gmail.com

Qualis CAPES

Letras/Linguística - B2

Interdisciplinar - C

Educação - C