Produção de mudas clonais de Calycophyllum spruceanum (Benth.) Hook. f. ex K. Schum. por miniestaquia sob diferentes concentrações de ácido indolbutírico
DOI:
https://doi.org/10.29327/269504.8.1-7Resumo
A limitação na disponibilidade e viabilidade de sementes de espécies florestais amazônicas tem impulsionado o uso de técnicas de propagação clonal para a produção de mudas de alta qualidade. Nesse contexto, este estudo avaliou o efeito de diferentes concentrações de ácido indolbutírico (AIB) no enraizamento e no desenvolvimento inicial de miniestacas de Calycophyllum spruceanum (Benth.) Hook. f. ex K. Schum. (Rubiaceae), espécie de relevância ecológica e econômica na Amazônia. O experimento foi conduzido em delineamento em blocos casualizados, com quatro concentrações de AIB (0; 2.000; 4.000 e 8.000 mg L⁻¹) e três repetições. A sobrevivência e o enraizamento (RBT%) aos 60 e 160 dias após o estaqueamento não foram influenciados pela aplicação do regulador, indicando baixa dependência da auxina para o estabelecimento inicial da rizogênese. Em contraste, concentrações intermediárias, especialmente 4.000 mg L⁻¹, favoreceram o desenvolvimento radicular, resultando em maior comprimento de raízes, redução da relação altura/diâmetro (H/D), maior acúmulo de biomassa na raiz (MSR) e incremento do índice de qualidade de Dickson (IQD). Esses resultados evidenciam que, embora o AIB não aumente a porcentagem de enraizamento inicial, contribui para a formação de mudas estruturalmente equilibradas e com maiores chances de estabelecimento em campo. Conclui-se que a miniestaquia associada a concentrações intermediárias de AIB, principalmente 4.000 mg L⁻¹, representa alternativa promissora para a produção clonal de C. spruceanum, favorecendo sua aplicação em programas de restauração ecológica e sistemas produtivos sustentáveis na Amazônia.

